|
Solicitada
a falar sobre os Direitos Humanos, a
propósito dos 60 anos decorridos desde a
famosa DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS
HUMANOS de 1948, pus-me a refletir sobre
esse assunto. Em verdade ele surgiu na
esteira da Segunda Guerra e arrebatou as
mentes mais esclarecidas de então que,
horrorizadas pelo dantesco espetáculo de
carnificina e destruição que, nos
registros da história humana nunca
encontrou paralelo ou semelhança,
resolveram elevar o tom e como as pedras
da Lei, de Moisés, gavar a fogo nas
mentes dos homens, as primazias do ser
humano e seus direitos universais
indiscutíveis, à vida, à saúde, à
educação, ao trabalho, ao bem-estar,
etc, etc.
A barbaridade
foi tamanha que aquelas mentes, ainda
traumatizadas por tanto horror, que
àquela altura, nem tinham ainda pensadas
as feridas resultantes da Primeira
Guerra Mundial, igualmente pavorosa e
dantesca, inferior apenas na
sofisticação da máquina de guerra,
resolveram proclamar bem alto para todos
os quadrantes do planeta que o ser
humano precisa ser respeitado, precisava
ter os seus direitos respeitados e o
fizeram na esperança de que nunca
mais tanto horror se repetisse e o
homem, afinal, pudesse entrar numa erade
Paz, de progresso em todos os sentidos e
de prosperidade, solidamente na
harmonia, no entendimento, na cooperação
e, velho sonho já esculpido nos ideários
da Revolução Francesa, num ambiente de
fraternidade, igualdade e liberdade.
E as minhas
reflexões me fizeram uma vez mais
contemplar, não a realidade vitoriosa
desse sonho, mas a persistência funesta
da longa marcha de insenatez que, em
pleno século XXI, ainda nos mantém
mergulhados na violência generalizada em
parte do planeta, na miséria, na fome e
na exclusão de todos tipos e de toda
natureza e de todos os direitos.
O sonho permanece
nas mentes e nos espíritos sequiosos de
Paz, de fraternidade, de harmonia, de
cooperação, de entendimento e de
prosperidade compartilhados por todos,
mas a realidade apresenta em toda parte
o esquecimento total, completo e cínico
desses direitos tão solenemente
proclamados e tão covardemente
espezinhados por todo o mundo. Virou até
bandeira retórica de certo viés
ideológico, mas só no discurso mentiroso
e hipócrita, porque assassinato é
assassinato, é crime, é violação dos
direitos da pessoa humana, sob qualquer
regime, qualquer governo, em toda
parte..
Aqui, chegam a
inventar cotas raciais com um discurso
igualmente mentiroso e hipócrita, mas
não movem uma palha para a inclusão
escolar de qualidade, para toda e
qualquer criança, em qualquer parte,
independente da cor da pele, da crença
de seus pais, da nacionalidade ou de
seja lá o que for.
É que tal
discurso é mais fácil, é mais rendoso
mesmo quando agride a cultura humana e
científica num quesito pouco conhecido
do povo, como raça, questão essa que
deveria ter sido sepultada com a DUDH e
que foi um dos pilares do nazismo.
Lamentavelmente ressurge agora, pelos
mesmo que se dizem defensores dos
"direitos humanos".
Mas vou parar com
minhas reflexões por aqui, porque nem eu
estou gostando do cenário que se vai
descortinando à minha frente a propósito
deste assunto e, assim, nem me vou
referir a um tipo de violência ainda
mais execrável, que é a violência contra
crianças aqui em toda parte do mundo.
Aumenta
assustadoramente essa violência,
aumentam os assassinatos de crianças.
Isso é trágico, isto é inominável, isto
é abominável, mas é também o resultado
das políticas abortivas, da descrença,
da educação sem D'us, do materialismo
dialético que virou credo quase oficial
por toda parte, sobretudo no
conhecido universo "intelectual".
Não bastasse
todo esse cortejo de misérias, é o mundo
agora abalado em seus alicerces por
monumental crise financeira que sacode o
planeta. Não quero me prolongar e vou
concluir dizendo que vejo profunda
ligação dessa crise com o tema Direitos
Humanos.. É que, tanto o comunismo e
todo tipo de socialismo com
o capitalismo sem D'us, retiram o homem
do centro das atenções, o homem deixa de
ser destinatário de toda ação, o
beneficiado de todo progresso, de todo o
desenvolvimento.
DESSA FORMA, não
é de estranhar que os direitos da pessoa
humana tenham sido jogados para debaixo
do tapete. Em tempos de lucro de
qualquer custo, de esperteza, de
cupidez, de ganância desenfreada não
pode mesmo haver lugar para o ser humano
enquanto detentor de direitos humanos
que, explicitamente, no entender e
na boca de muitos, não passam de
balela..
Assim, só resta
um grito: Ó HOMEM, ACORDA!
Rivkah
Cohen |